Na 8ª etapa do Rali dos Sertões, os pilotos da KTM
Repsol tiveram uma repetição dos problemas de pneus
que têm vindo sentir desde o primeiro dia do
rali. A especial de hoje tinha duas partes diferentes, uma
primeira lenta e técnica, e depois outra muito
rápida. Marc Coma voltou a sentir os mesmos problemas de
pneus que sentiu na primeira especial, e mal entrou na
secção rápida com velocidades acima dos
150kms\hora, os pneus começaram a desfazer-se.
O piloto da KTM era líder até ao reabastecimento,
mas daí para frente foi incapaz de ultrapassar o Brasileiro
José Hélio que seguia na sua frente, em parte por
causa do muito pó levantado. A somar a esta
dificuldade, a 20kms do final da especial surgiram novamente os
problemas no pneu traseiro, felizmente esta secção
era arenosa e as coisas não se complicaram. No entanto todo
o tempo que tinha recuperado acabou por o perder, e terminou a
etapa em segundo atrás de Cyril Despres.
Quanto ao seu colega de equipa, Jordi Viladoms, terminou uma
vez mais entre os mais rápidos, apesar de já estar
afastado da vitória depois dos problemas de motor sofridos
na etapa maratona. O piloto da Repsol passou pela zona
técnica sem problemas, mas uma vez chegado á zona
mais rápida optou por controlar o andamento, para poder
ajudar o seu colega de equipa caso fosse necessário. No
entanto a ajuda não foi precisa e terminou a etapa sem
problemas de maior.
Marc Coma
>>
“A etapa de hoje tinha duas partes diferentes. A primeira
era muito técnica,e aí fui capaz de recuperar muito
tempo aos pilotos que estão na minha frente na geral. Mas a
segunda parte era muito rápida, e quando alcancei o
José Hélio o pó levantado atrasou-me, e por
isso penso que todo o tempo que recuperei no inicio acabei por
perder no final. Além disso, na parte rápida da
especial voltaram os problemas de pneus na roda de trás, e
tive que abrandar ainda mais pois sentia-me inseguro na moto.
Temos que trabalhar muito para solucionar os problemas que estamos
a ter com a roda traseira, porque neste momento não podemos
explorar a mota ao máximo nas secções
rápidas."
Jordi Viladoms >>
A especial de hoje não foi complicada. Era algo
que parecia a Mauritânea, com muito barro e alguma
vegetação seca. No inicio tivemos uma
secção sinuosa e lenta que quase dava para motas de
trial. Foi como uma corrida de enduro até chegarmos ao
reabastecimento. Daqui para a frente a etapa tornou-se muito
rápida, e ao ver o tipo de pista preferi levar as
coisas com calma, porque sabia o que poderia acontecer ao pneu
traseiro, preferindo por isso não correr riscos , que me
poderiam fazer nem sequer terminar. Além disso , sabia que
caso fosse necessário poderia ter que entregar a minha moto
ao Marc (Comma).
Fonte:
www.offroadphoto.com/cms
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