Pedro Peres venceu pela quarta
vez esta temporada no Campeonato Open de Ralis, ao dominar da
primeira à última classificativa o Rali de Vila
Verde, prova organizada pelo Clube Automóvel do Minho. Jorge
Santos continua na liderança do
campeonato.
Ao ser o mais rápido, na
super especial disputada na noite de ontem (sexta-feira) nas ruas
de Vila Verde, a dupla do Ford Escort Cosworth deixou claro que
não pretendia sair da sexta prova do ano com um resultado
diferente daquele que alcançou nas últimas três
provas, ou seja, a vitória. Imprimindo um ritmo demasiado
rápido nas três primeiras especiais da 2ª etapa,
Pedro Peres foi especial após especial construindo uma
vantagem que no final da primeira metade da prova, lhe permitiu
gerir com alguma tranquilidade a liderança. “O nosso
objectivo para esta prova era vencer e encurtar a diferença
que nos separa do Jorge Santos em termos de campeonato. Atacamos
muito forte logo de manhã e as coisas correram-nos muito
bem”, referiu no final o vencedor.
Sem hipóteses de lutarem pela primeira
posição, a luta pelo segundo lugar do pódio
foi, tal como na última prova, o grande motivo de interesse,
com Jorge Santos e João Ruivo a manterem, até a
derradeira especial, a incerteza sobre quem levaria a melhor. Na
entrada para a última classificativa, os dois pilotos
estavam separados por apenas 1,1s e tudo ficaria decidido nos 6,59
km de Mixões da Serra. Infelizmente o desfecho deste duelo
empolgante conheceu-se no momento em que Ruivo e Alberto Silva
sofreram uma violenta saída de estrada, que por minutos
gerou alguma preocupação nos concorrentes que lhe
seguiam. Apesar de não terem sofrido lesões
visíveis, a dupla do Fiat Stilo Multijet foi transportada
até ao Hospital de Vila Verde e posteriormente para o
Hospital S. Marcos em Braga para realizar os exames
complementares.
Mesmo antes do acidente do seu adversário, Vítor
Santos tinha já rubricado o melhor tempo na especial
conseguindo chegar a Vila Verde com a missão cumprida.
“Conseguimos o segundo lugar mas fico triste com o que
aconteceu ao João Ruivo. A prova não correu
tão bem como desejávamos mas mesmo assim foi uma boa
operação em termos de campeonato”, referiu
líder da competição.
Com este incidente e a desistência de alguns favoritos aos
lugares do pódio (Luís Mota, Octávio Nogueira
e José Sousa), Manuel Coutinho e Manuel Babo chegaram ao
terceiro posto da geral, comprovando uma vez mais por que motivos
são considerados já uma das duplas de destaque da
temporada. Atrás do piloto do Peugeot 206 Gti terminaram
Frederico Ferreira e Octávio Araújo, que pela segunda
vez consecutiva, venceram entre os concorrentes do Campeonato de
Portugal de Clássicos.
Ricardo Teodósio e Pedro Conde que em Vila Verde guiaram um
Citroen Saxo Kit-Car, tiveram imensos problemas e não foram
além do quinto posto, na frente de António Segurado e
Pedro Ágoas. Pedro Raimundo voltou a dominar por completo
entre o pelotão do Campeonato Júnior, tendo
completado a prova do CAM na sétima posição.
Aníbal Rolo, Daniel Ribeiro e Pedro Silva fecharam o lote
dos dez primeiros da classificação. Óscar
Coelho repetiu o resultado de Cerveira e levou para casa mais uma
vitória no Troféu FastBravo.
Depois de uma lista de inscritos com 102 equipas, que acabou por
não se reflectir na de Participantes, já com cerca de
20 concorrentes a menos (!!!), apenas 49 equipas conseguiram chegar
ao final! Em provas tão curtas, não deixa de dar que
pensar um tão grande número de desistências
como tem sido habitual em todas as provas do Open!...
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