Com
uma calendarização incompreensível, mas que se
mantém como em 2007, o Open de Ralis faz um interregno no
asfalto e dá uma saltada à terra, com o Rali de
Arganil.
Depois de três jornadas já disputadas, o Campeonato
Open de Ralis de 2008 regressa à acção com a
primeira tirada em pisos de Terra, marcando assim um breve
interregno nas provas de Asfalto.
Com três vencedores diferentes em igual número de
provas, entre eles o primeiro vencedor absoluto aos comandos de uma
máquina Diesel, o Open de Ralis, que está na sua
segunda temporada, está a apresentar-se muito competitivo e
tudo leva a crer que o Rali de Arganil, quarta prova da
época, não será diferente.
João Ruivo, o Campeão Pedro Peres e Jorge Santos
são os três homens que podem bisar nos triunfos e
todos eles contam com fortes motivações para tal.
Ruivo vai tentar vingar o fraco resultado granjeado na
última ronda, enquanto o Campeão em título
está ainda em busca do forte ritmo que lhe valeu a conquista
do ceptro no ano passado. Uma tarefa que se está a revelar
difícil, como comprova a única vitória
conquistada até ao momento contra as três que somava
já no ano passado por esta altura. Por seu turno, Santos
é o piloto mais regular de todo o pelotão. O
líder da classificação do Open nunca ficou
fora do pódio até ao momento esta temporada e
é claramente o homem a bater nesta ronda do Clube
Automóvel do Centro.
Mas se estes deverão ser os pilotos sobre os quais
recaíram a maior parte das atenções, outros
há também a seguir com atenção. Com o
líder dos Clássicos de Ralis José Sousa a
não marcar presença, por a prova não contar
para o calendário do Campeonato de Portugal de
Clássicos (Ralis), os sete pontos que tem de margem sobre
Luís Mota na classificação geral fazem com que
o segundo posto esteja em risco. O vice-Campeão do Open de
Ralis foi o homem que melhor se deu nos pisos de Terra no ano
passado, averbando mesmo o primeiro triunfo de 2007 precisamente na
primeira prova de terra da temporada. É certo que Mota ainda
não conseguiu, um pouco como Peres, mostrar o mesmo tipo de
andamento que fez dele um crónico do pódio ao longo
da época passada, mas tem agora uma excelente oportunidade
para atacar a liderança da classificação, se
bem que nesta prova do C.A.C. terá de se ver com a
oposição de João Ruivo que já por duas
vezes se conseguiu superiorizar na classificação e
está apenas a dois pontos de distância.
Também a merecer acompanhamento atento, a luta pelo quinto
posto promete emoções. Manuel Coutinho está em
igualdade pontual com Aníbal Rolo, somando ambos mais
três pontos que Octávio Nogueira e quarto que o
já referido Campeão em título Pedro
Peres.
Panorama semelhante é o que se vive no Campeonato de
Portugal Júnior de Ralis com três nomes diferentes a
terem já subido ao mais alto do pódio em igual
número de provas. João Barros Leite foi o primeiro a
fazê-lo e segue na frente na classificação,
enquanto Francisco Grilo e Pedro Raimundo são os outros dois
pilotos que podem repetir os triunfos.
Mas este dois pilotos não serão as únicas
preocupações de Barros Leite. Manuel Maia conta com
os mesmo 16 pontos que o líder, pelo que o desempate na
frente da classificação é quase uma certeza
absoluta. A juntar a Maia, Barros Leite terá ainda de se ver
com Catarina Sousa, que segue em terceiro com menos cinco pontos,
bem com os já referidos outros dois vencedores do ano, ambos
empatados a dez pontos e a seis da liderança da prova.
Diferenças muito curtas que fazem com que esta ronda
Júnior organizada pelo C.A.C. prometa ser também
muito disputada de início a fim.
Enquanto isso, a ronda do Clube Automóvel do Centro
prepara-se também para dar a conhecer o primeiro grande
vencedor do ano, não fosse o Rali de Arganil a última
jornada do Troféu de Ralis – Centro (VSH), um
particular onde tudo está ainda em aberto. Luís Mota
lidera a classificação, mas os dois pontos de margem
com que conta sobre os rivais Pedro Pedes e Paulo Correia fazem com
que não haja margem para o mais pequeno erro.
A prova do C.A.C. tem um total de 135,35km, dos quais 61,40
serão disputados ao cronómetro ao longo de três
troços de classificação a realizar em dupla
passagem. A acção começa pelas 11h14 do dia
17, com o arranque para a primeira Especial (Arganil 1), estando a
chegada agendada para as 16h30.
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