Página Inicial Data de criação : 07/11/25 Última actualização : 08/07/13 19:15 / 755 Artigos publicados
 

Sainz, bicampeão de rali, quer vencer pela 1° vez o Dakar  Inserido Wednesday 26 December 2007 19:23

O bicampeão mundial de rali, Carlos Sainz, se prepara para a disputa da 30° edição do Rally Dakar com início previsto para 05 de janeiro, em Lisboa, em Portugal, e o piloto, que correrá com o Volkswagen Touareg, quer faturar a prova na categoria carros.

"Estamos prontos para enfrentar um Dakar difícil, o grande objetivo do ano. De qualquer maneira, o rali de Dubai foi o melhor momento do ano, porque fomos bem nas dunas e conseguimos ganhar", afirmou Sainz, que correrá pela terceira vez o Dakar.

"Nossa estratégia será parecida com a de 2007, vamos a nosso ritmo até a Mauritânia e depois vemos a tática a seguir. Desta vez haverá muitas etapas nesse país, muita areia e muitas dunas, o que não me beneficia, porém tentaremos ganhar este Dakar", emendou.

O co-piloto de Sainz, o francês Michel Perin, já conquistou o Dakar três vezes junto com Pierre Lartigue de Citröen e aponta diversos rivais para o evento. "Além de nós, há os japoneses (Mitsubishi), a Schlesser e a BMW, que pode ser uma surpresa".

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C. Sousa: « Race Touareg 2 é quase um carro novo»  Inserido Wednesday 26 December 2007 02:40

Embora não esteja totalmente a par das evoluções que tanto a Mitsubishi como a BMW produziram nos seus carros, Carlos Sousa está, no entanto, mais que apto para falar do que terá de novo o (seu) Race Touareg 2, entretanto já adaptado às novas regras impostas pela FIA, como a redução de um milímetro nos restritores de admissão do ar (de 39 para 38 mm) e a obrigatoriedade do uso de uma caixa de 5 velocidades.

«É verdade que perdemos um pouco de velocidade de ponta, ainda que compensada em termos de binário. Mas, mesmo assim, acredito que o carro estará tão ou mais rápido que no ano passado. Penso, aliás, que todas as marcas, de uma forma de outra, conseguiram minimizar as limitações impostas pela FIA».

Relativamente ao Race Touareg, «é quase um carro novo, sendo igual apenas esteticamente. Houve, sobretudo, um grande trabalho na suspensão, a pensar já nas etapas de areia, onde era preciso ganhar algum terreno face aos Mitsubishi, mas também no capítulo da fiabilidade, reforçando-se as transmissões e, sobretudo, os diferenciais, um ponto onde tivemos alguns problemas no ano passado».

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O que mudou este ano para Carlos Sousa?  Inserido Wednesday 26 December 2007 02:33

Integrado pelo segundo ano consecutivo na fortíssima armada “azul”, Carlos Sousa explica que, relativamente ao último Dakar, está agora «bem mais entrosado e familiarizado com a equipa», se bem que a grande diferença para o passado esteja na preparação que realizou no defeso.

«Poderá parecer surpreendente para muitas pessoas, mas a verdade é que, desde 1999, nunca tive oportunidade de realizar tantos quilómetros de testes com uma equipa e ter à disposição o mesmo material dos pilotos da frente. Este ano, além da participação no Rali de Marrocos, fui convidado pela Volkswagen a participar em duas sessões de testes na Tunísia, em conjunto com os restantes pilotos oficiais. Nunca antes tive estas oportunidades».

No passado, constata ainda, «estive sempre em equipas onde nunca era convidado para testar, levando sempre no carro soluções do ano anterior. Essa é que grande a diferença e a minha grande vitória no presente. É evidente que nem sempre pude dizer todas estas coisas anteriormente, por respeito à marca. Mas agora os discursos não são censurados e hoje apenas reporto a uma organização, que é a Lagos Team. A única mágoa que retenho é constatar que foram precisos 12 anos para que me fossem proporcionadas estas condições. É tarde para quem já anda nas corridas há quase 20 anos», lamenta.

Que estatuto?

De qualquer modo, Carlos Sousa continua hoje a ter um estatuto algo diferente ao do restante quarteto oficial da Volkswagem Motorsport, o que se por um lado lhe permite manter os seus patrocinadores de longa data, por outro, coloca-o numa posição difícil de analisar pelo público: «Admito que é um pouco difícil explicar o meu estatuto, pois estou na Volkswagen, mas integrado no Lagos Team. Ou seja, não sou nem oficial, nem privado.»

«Em todo o caso, terei material igual ao dos outros pilotos, sendo que pela primeira vez me foi confiada toda a tecnologia de ponta disponível, no que representa um grande voto de confiança da equipa em mim. Mas esta é também a prova que a Volkswagen precisa de todos os seus pilotos para vencer. Por exemplo, se o Sainz ou o De Villiers tiverem um problema, é preciso que haja um Carlos Sousa logo ali para os substituir. De resto, a outra grande diferença em relação ao último ano é que o nosso carro vai deixar de ser assistido pela Phoenix. No fundo, deixam de haver duas equipas na mesma equipa».

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C. Sousa: «Dubai deixou-me apreensivo»  Inserido Wednesday 26 December 2007 02:19

Depois do que se viu no último Dakar, onde a Volkswagen não permitiu que a Mitsubishi ganhasse uma única etapa, perdendo uma vitória que parecia certa já depois do dia de descanso, Carlos Sousa estava convicto, há uns meses, que este seria finalmente o ano dos diesel. Contudo, o seu optimismo inicial diluiu-se um pouco após o último UAE Desert Challenge:

«Confesso que estava mesmo muito optimista antes do Dubai. Mas depois do que vi e, sobretudo, daquilo que me contaram os meus colegas de equipa, admito que fiquei mais apreensivo quanto ao seu vai passar neste Dakar. O nível está altíssimo e começo a acreditar que a Volkswagen não vai ter as mesmas facilidades deste ano. Tanto a Mitsubishi como a BMW mostraram-se bastante fortes no Dubai, impressionando-me bastante os andamentos do Luc Alphand e do Al-Attiyah, menos até do que o Peterhansel, que até acabou por vencer.»

«Mas talvez seja esse, afinal, o segredo para lutar pela vitória neste Dakar: adoptar o ritmo certo para passar ao lado dos problemas. Em todo o caso, das conversas que tive com o Sainz, fiquei com a certeza que esteve vai ser um Dakar difícil para todos, pois o nível está mais alto do que nunca».


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206 e Focus dividem preferência  Inserido Wednesday 26 December 2007 02:11

E se Marcus Gronholm tivesse que escolher um carro de competição entre todos os que guiou ao mais alto nível? À pergunta, o finlandês responde com alguma prudência, deixando denotar que a sua predilecção se divide entre dois “amores”: «naturalmente que o Peugeot 206 WRC me marcou e acabei por gostar bastante mais dele do que o modelo que lhe sucedeu, o 307 WRC.»

«O 206 foi o carro com que formei a minha identidade no mundo dos ralis e que me lançou definitivamente a carreira, apesar de mal caber lá dentro. Mas, a verdade, é que o Focus WRC que guiei nas últimas duas temporadas era praticamente perfeito. Tivemos apenas que fazer pequenos ajustes no carro durante esse tempo porque a base era já tão boa que o carro ganhou os dois primeiros ralis em que participou. Honestamente, é difícil apontar qualquer parâmetro em que o Focus tenha evoluir muito num futuro próximo pois é fácil de guiar e transmite confiança».


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