No mesmo dia em que a Padock
Competições apresentou pilotos e objectivos para a
participação na 30ª edição do
Lisboa-Dakar, Céu Pires de Lima teve razões para
acreditar numa boa prestação da estrutura de
Famalicão, ao ser avó pela terceira
vez.
Na verdade, a equipa orientada por
Arnaldo Marques parte de Lisboa com o objectivo ambicioso de chegar
ao Lago Rosa com a totalidade dos seis carros que inscreve –
e com aquela que uma das maiores estruturas privadas nacionais a
participar na mítica prova africana.
Mesmo assim, «sabemos que a prova
vai ser muito dura, mas queremos chegar a Dakar com o maior
número de carros» como referiu Arnaldo
Marques.
Para esse feito, a Padock Competições conta com o
patrão Adélio Machado, os repetentes Céu Pires
de Lima e Helder Oliveira e ainda os estreantes Francisco Pita e
Nuno Pereira, todos ao volante do Toyota Land Cruiser inscrito no
Agrupamento T2, máquinas que «primam pela boa postura
em pista, especialmente na areia», conforme assegura Paulo
Marques, que há dois anos já disputou a prova num
carro semelhante. Juntamente com Helder Oliveira, são estes
os dois pilotos a quem a Padock Competições deposita
mais confiança e imputa responsabilidades:
«Têm a grande responsabilidade de chegar a Dakar
numa boa posição na categoria T2. Estamos convencidos
que vão alcançar esta meta». Mais condicionado
parte Adélio Machado, em virtude do violento e grave
acidente protagonizado em Marrocos, num teste conjunto com a Toyota
France:
«Estou a 60 por cento e até lá pretendo
ficar melhor. Por isso, até levo o meu médico. A
minha meta é chegar ao fim, mas se tiver de parar, vai ter
de ser. Cada dia é um dia e já é uma
vitória estar à partida». Do pelotão dos
estreantes, destaque para Francisco Pita, que parte com o objectivo
único de alcançar Dakar, levando consigo Humberto
Gonçalves (Beto), também ele estreante nestas lides.
Porém, o presidente da Federação Portuguesa de
Jetski é peremptório ao afirmar que «não
vou passear».
Comentários